Homenagem à Benedita

A Benedita foi das primeiras pessoas que conheci na nossa paróquia. Ainda se celebrava a Eucaristia no quartel do R.A.F., onde por sinal a minha mãe lia o Evangelho.quase sempre. Depois passou a celebrar-se Missa no LAFOS ,já com o sr. padre Abílio.
A ideia de se construir uma igreja começou a tomar forma. A Benedita muito dinâmica e com uma enorme capacidade de reunir vários futuros paroquianos pôs ainda mais empenho na construção da Igreja de "pedra e cal". Formou-se uma comissão e ela foi um dos seus membros mais activos.
O sr. padre Abílio abordou-me mas eu recusei, no entanto ofereci os meus préstimos para fazer os arranjos de flores todas as semanas. Pouco depois de já ter iniciado este serviço, convidei a Benedita para fazer equipa comigo. Durante mais de trinta anos trabalhámos só as duas. Já com a Igreja construída, a Idalina (funcionária) e a minha filha colaboraram conosco .
Nunca estivemos em desacordo. Completávamo-nos.
A Benedita tinha imenso era gulosa e tinha imenso humor. Com o sr. padre Abílio passámos momentos muito engraçados.
Vivemos vários momentos altos dos quais destaco dois: trazer a Virgem Peregrina do Colégio S.João de Brito até ao Vicariato ainda no pavilhão e enfeitar o andor, e a inauguração e Dedicação da nossa Igreja de S. Julião e Santa Bárbara, fonte de grande alegria.
A Benedita era uma senhora de coragem .Atravessou vários momentos dificeis e sempre com um sorriso, no seu rosto tão belo. Se já era uma mulher de fé, a sua doença fê-la crescer
Deixa-nos a todos um vazio, uma saudade, mas também fica connosco seu testemunho de coragem, de saber morrer com a dignidade de uma verdadeira cristã. Deixa-nos o seu prolongamento de vida na Ju, que muito respeito e admiro.
Minha boa amiga a si digo-lhe um até sempre: Conte comigo!

Ingrid
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2 comentários:

António disse...

Conheci a "tia" Benedita, tinha 14 anos.Com ela passei momentos únicos de verdadeiro testemunho, aprendendo a crescer interiormente e a passar aquela fase difícil da adolescência.
O seu sorriso, bondade e simpatia cativaram-me desde o momento que a conheci e, hoje e sempre, com 49 anos, guardo na lembrança a linda senhora que foi. Bem-haja, "tia" Benedita.

António Miguel Elvas Martins

BC disse...

A Benedita fez-me recordar a minha mãe, que como ela durante muito tempo lutou aí no Alto da Barra por muita coisa, amigas de jornada, com o padre Abílio,por conselheiro,perdi todos esses contactos vindo morar para Cascais, mas as minhas raízes continuarão sempre aí, como me lembro, no Lar dos Filhos dos Oficiais foram figuras sempre presentes.
Para ela, para a minha mãe que também já partiu e tantos outros dessa época o meu Bem-hajam por aquilo que foram e pelo exemplo.